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Lisboa
GNR forma 22 polícias de 17 países europeus
Publicado dia 27/09/2012
Lusa, publicado por Luís Manuel Cabral
A GNR está a dar formação a 22 polícias de 17 países da União Europeia para o desempenho de missões internacionais em cenários de guerra ou de manutenção de paz, aproveitando a experiência dos militares portugueses.

O tenente-coronel António Monteiro esteve em teatros de operações como o Iraque, o Afeganistão ou Angola e é um dos instrutores do curso de formação de formadores para missões internacionais que decorre até sexta-feira na Escola da Guarda, em Queluz, concelho de Sintra.

O oficial da GNR acredita que a experiência adquirida pela maioria dos formadores em teatros de guerra e cenários de crise vai permitir transmitir aos participantes no curso "competências e qualidades" que os prepara para o desempenho de funções em qualquer cenário.

Para o tenente-coronel António Monteiro é fácil apontar a maior dificuldade quando se é destacado para um país com o objetivo de se dar formação às tropas locais.

"A grande lacuna que tentamos colmatar nestes cursos e nestas formações é a utilização dos intérpretes, porque eles, num cenário de formação, que é aquele em que nós participamos, nomeadamente no Afeganistão, Angola ou Timor-Leste exercem um papel preponderante. (...) A questão da língua é muito importante porque estamos a falar com uma pessoa numa língua que não é a nossa, e ele, por sua vez, está a transmitir para uma terceira língua", exemplifica o oficial.

As aulas, dadas em inglês, são do agrado dos formandos assim como o convívio e a troca de ideias com os restantes camaradas de curso.

"Penso que é muito importante partilhar experiências com todos os companheiros, de várias nacionalidades e de diversas polícias, porque cada um tem a sua formação para as diferentes missões que fazem em todo o mundo. Aprendemos e também podemos transmitir algum conhecimento", refere Álvaro Recheo, capitão da guardia civil espanhola.

Opinião idêntica tem Marie Chmelova que veio da República Checa.

"Estou muito feliz por estar em Portugal e partilhar estas experiências com os meus colegas da União Europeia. Este curso vai ser bom para o meu trabalho futuro, pois sou responsável pelo treino dos nossos oficiais. Tenho aprendido novos conceitos e novas formas de como se ser bom formador", disse a oficial da polícia checa.

O diretor do curso destaca o facto de a GNR ter ganho o concurso para ministrar esta formação, inserida no âmbito do Colégio Europeu de Polícia (CEPOL), acrescentando que, até ao final do ano, a GNR será responsável pela organização de mais dois cursos, mas de outras vertentes.

"O objetivo é o de uniformizar procedimentos e atuações ao nível das polícias dos diversos países da União Europeia. E todos os institutos, academias e escolas das polícias, quer sejam de cariz militar quer sejam de cariz civil pertencem ao CEPOL", explicou o Tenente-coronel Miguel Marcelino.

O oficial acrescenta que a GNR teve a colaboração de peritos franceses, espanhóis e gregos.

O curso de formação de formadores para missões internacionais começou na segunda-feira e decorre até sexta-feira na Escola da Guarda, em Queluz, concelho de Sintra.

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